Anos Terríveis – Parte 1
Era uma noite fria de sábado. O ano era 2002. Aquela seria uma grande noite. Contrariando a todas as minhas vontades, iria à uma festa junina que a Igreja Católica do meu bairro realizava todos os anos e que hoje, já não existe mais. Na verdade, odiava aquelas festas, mas essa seria especial. Coloquei minha velha jaqueta para combater o frio, vesti minha camisa do Metallica e uma calça big (no maior estilo caipira, vejam só!). Passei gel no cabelo, coisa que raramente faço, mas como disse, aquela noite era a grande noite. Para finalizar, passei o melhor perfume que tinha em casa. Tomei banho com ele. Finalmente iria realizar meu sonho de ficar com Karolina (nome fictício). Eu gostava dela desde os meus 14 anos, e agora com 16, conseguiria dar o tão sonhado beijo nela. O que antes todo mundo sabia (que eu era apaixonado por ela, o que me rendeu muitos anos de zoação), fazia questão de esconder. Depois de muito tempo, consegui puxar papo com a garota. Uma ou duas palavras. O grande caso é que me aproximei dela depois que meu amigo Matias (mais um nome inventado) começou ficar com Patrícia, a irmã dela. Alguns dias antes dessa noite histórica, ele resolveu convidar a menina para assistir o Homem-Aranha no cinema. Matias pediu para eu falar com a Karolina, para ela falar para a irmã dela, sobre o convite. É claro que aproveitei para chamar a minha pretendente para ir também. No final deu tudo errado, mas Karolina disse que sua irmã iria na festa junina do bairro e lá eles poderiam ficar de novo. E essa era minha grande oportunidade também! Matias e eu combinamos um horário para sair, não era muito longe, no quarteirão ao lado da minha casa. Ficamos lá por um bom tempo, apareceram mais amigos e amigas para se juntar a turma. Mas a pessoa que eu estava esperando ainda não havia chegado. Vamos passar a fita para frente: a irmã da Karolina apareceu e Matias sumiu com ela. Meus amigos, alguns foram ficar com as meninas que estavam conosco, outros saíram para farrear, beber e dar risada. Fiquei sozinho. Se a Patrícia havia chegado, obviamente a sua irmã estaria lá. Desci do salão de festas da igreja para as barracas que estavam montadas na rua. Me aproximando de uma, vi que Karolina estava trabalhando nela. Enfiei as mãos nos bolsos do jaco e me dirigi até o lugar. Foi quando se aproximou um cara. Ela olhou para ele e sorriu. Karolina abriu os braços e os dois deram um beijo. Na minha frente. Aquele rapaz era namorado dela. Nem preciso dizer que o mundo parou naquele momento e meu coração se partiu em um milhão de pedaços e que, nem em uma noite inteira, iria conseguir recolher todos os cacos espalhados pelo chão. Me virei e fui embora sem avisar ninguém. Segurei o que pude, mas acabei derramando algumas lágrimas involuntárias escondido na área dos fundos da minha casa. Meu cãozinho se aproximou de mim, me olhou e deitou do meu lado. Parece que ele sabia que eu estava sofrendo. Ele era o único amigo com quem poderia compartilhar aquele momento triste. O povo de casa estranhou eu ter chegado cedo, antes da festa acabar. Meu pai ficou revoltado: “Como você vai embora de um lugar cheio de jovens se divertindo? Com um monte de moças bonitas lá!” - disse ele sem saber que a única que me interessava, estava com outro cara e que nenhuma garota em sã consciência iria ficar comigo. Eu era um loser. Fiquei algumas horas deitado na minha cama sentindo pena de mim mesmo. Se fosse hoje, me chamariam de emo. Chegou um amigo meu e disse que sabia que eu tinha ido embora por causa dela e que ela não me merecia blá, blá, blá, blás. Mandei ele sumir. Queria que ELA entrasse por aquela porta e pedisse pelamordedeus para eu voltar. Passei o resto da noite toda na fossa assistindo o Zorra Total. Decadência...
Escrito por Ronaldo Ruiz às 22h45
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Israel: Estado Terrorista
780 mortos, a grande maioria civis. Uma escola mantida pela ONU bombardeada, assim como um veículo de ajuda humanitária. Entre os mortos, há várias crianças. Esse é o número do holocausto promovido por Israel nas últimas duas semanas na faixa de Gaza.
A desculpa para os ataques seriam mísseis disparados pelo Hamas, que depois de duas semanas de ofensiva, continuam atirando. Parece a mesma desculpa usada pelos EUA para invadir o Iraque. O governo estadunidense afirmou que haviam armas de destruição em massa no Iraque, armas estas que nunca existiram. Israel assim como os EUA rejeitam a ONU e pedidos de vários países para cessar fogo.
Na verdade os objetivos dos dois países são iguais. Israel, com o alibi de "guerra ao terror" quer mostrar para o mundo, principalmente para os árabes, que é poderoso e possui um grande poder de fogo. Tudo isso na tentativa de intimidar não só o Hamas mas países adversários, como o Irã e adiar cada vez mais a criação de um Estado Palestino.
Essa guerra não vai chegar a lugar nenhum, assim como nenhuma outra que houve na história da humanidade. Os problemas cruciais não serão resolvidos, o terrorismo vai continuar (e Israel está alimentando o "fervor" do Hamas) e a paz não será alcançada, diferente do que idiotas iguais a Gustavo Ioshpe afirmam. O que vejo em meio aos escombros, explosões e corpos na faixa de Gaza são mais mortes, pessoas mutiladas e traumatizadas, famílias destruídas, mais ódio e sede de vingança.
Os dois lados estão errados. A única solução para o conflito são ambos baixarem as armas, sentarem em uma mesa e dizerem uma frase muito utópica para a humanidade: "vamos construir a paz!". O que é pior Israel firmar um acordo pacifico com um grupo que considera terrorista ou continuar tentando resolver os problemas à bala? Claro que a melhor solução seria a primeira, mas é óbvio que Israel escolherá a segunda, porque, para eles, do mesmo modo como quem é contra a pena de morte é a favor de bandido, quem é contra a ofensiva israelense é a favor do Hamas.
E assim, com este discurso, caminham os conservadores de extrema direita sobre a humanidade, esmagando os mais fracos com seus pés imundos, aliciando fiéis e enganando os ingênuos. Israel quer combater o terrorismo com o próprio terror.
Escrito por Ronaldo Ruiz às 18h41
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É Natal
Apesar de tudo, eu ainda gosto do Natal. Essa data para mim ainda tem algo de especial, mágico, mesmo que com menos intensidade de quando era criança, isso é verdade. O motivo para isso deve ser o Espírito do Natal, não sei. Talvez algo dentro de mim tenta resgatar, todos os anos, a alegria que eu sentia nessa época do ano na minha infância. Você que tem mais de 20 anos provavelmente deve estar entendendo o que quero dizer, parece que quando éramos menores, o Natal era o dia mais bonito do ano.
Me lembro de quando eu acreditava em Papai Noel (hoje eu tenho raiva desse velho gordo, kkkkk), ficava pensando, tentando entender como ele entrava na minha casa se não tínhamos chaminé? Minha mãe falava que ele retirava uma telha, rsrs, e eu acreditava. Eu deixava meu chinelo atrás da porta e no outro dia tinha um presente. Sempre foram coisas simples, carrinhos, bonecos, nunca chegou o vídeo-game que eu tanto queria, mas mesmo assim, ficava feliz com o brinquedo. Durante toda minha infância acreditei no tal do bom velhinho, a explicação é simples: sempre fantasiei demais. Não raro, nas vésperas de Natal ficava olhando o céu na esperança de ver o trenó voando pelos céus da cidade.
Na televisão sempre passava os especiais de Natal, shows, desenhos animados, principalmente os da Disney e filmes, como o Esqueceram de Mim. Além, é claro, do episódio de Acapulco do Chaves, que não poderia faltar.
Tinham também os gibis de Natal, que hoje, exceção da Turma da Mônica, estão extintos.
O comércio sempre ficava aberto a noite, a praça enfeitada com luzes e presépios, um monte de gente andando pelas ruas, comprando, saindo das lojas com pacotes de presente. Sempre ia com a minha família, depois quando infelizmente me tornei adolescente, saía com os meu amigos, os quais muitos já não vejo mais.
Na véspera de Natal íamos a Missa, a qual todos chamavam de Missa do Galo, mas que sempre começava às 21h, o correto era a meia-noite, mas pouco importa, na igreja sempre encontrávamos os amigos, vizinhos e aquelas meninas do bairro que paquerávamos. O mais importante é que na missa, dávamos conta do que representava realmente o Natal: o nascimento de Jesus Cristo.
Outra coisa bacana era a festa que meus vizinhos davam. Eu me sentia da família e ficava lá, comendo um rango da hora, acordado até tarde. Muitas vezes passei também com a minha família reunida e com os amigos, em grande parte, bebendo.
Mas tudo isso acabou? Não. A grande maioria de todas a coisas que citei continua até hoje, só que para mim, sem o mesmo encanto, que não acabou de todo, mas diminuiu. Talvez o Natal ainda continue sendo mágico para as crianças, que sonham com a magia dessa data. Mas para nós que já crescemos, ficamos céticos, é só mais um dia no calendário. Quem dera pudesse voltar no tempo...
Bom, enfim, vou passar o Natal na casa da minha namorada que é o melhor lugar do mundo, hehehe, a comida lá é sempre boa! E para os meus pouco mais de 10 leitores: um Feliz Natal!
Escrito por Ronaldo Ruiz às 01h15
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É Hexacampeão!
"Esse ano não é do São Paulo", "O Palmeiras esse ano é campeão". Ouvi mais de mil vezes isso durante o campeonato brasileiro deste ano. Pois é, sinto muito, palmeirenses, corintianos e eventuais santistas e gremistas. O São Paulo é hexacampeão brasileiro (77, 86, 91, 06, 07 e 08) e pela terceira vez consecutiva. Confesso que cheguei até a acreditar que o São Paulo não seria campeão este ano.
Fiquei nervoso durante o jogo todo. Tremendo, andava pra lá e pra cá ansioso. Até o primeiro gol. Quando o Grêmio fez 2 X 0, praticamente já era impossível o Tricolor perder o título. Me emocionei junto com o Muricy, grande Muricy Ramalho, depois do Telê, o melhor técnico que o São Paulo já teve. E enfim, Rogério Ceni, ergue a taça simbólica de campeão brasileiro. Muitos vão dizer que o gol de Borges foi ilegal, mas o Góias teria que vencer, como não marcou nenhum gol, essa chance não seria possível. E também dane-se, juiz apitou, já era, não tem do que reclamar!
Coloquei para tocar o hino do São Paulo umas 50 vezes, para o meu vizinho, porco desiludido, decorar a letra e ir dormir com a música na cabeça. Podem chorar, gambás e porcos. É Hexacampeão!!!
Escrito por Ronaldo Ruiz às 20h08
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Sponholz, o cartunista da direita
Não é muito comum, um cartunista ser adepto das ideologias conservadoras da direita. Pelo menos não no Brasil. Exceção a regra é Roque Sponholz. Quem não conhece seu trabalho, basta acessar algum blog reacionário na rede mundial que irá encontrar suas charges anti-lula. Aliás, vejo ele como um Diogo Mainardi do humor brasileiro.
Ele é um bom desenhista, seu traço é simpático. Gostei também de seus projetos arquitetônicos, mas suas idéias... Ah! Suas idéias são péssimas. Nunca consegui rir com uma charge feita por ele. Talvez os reacinhas morram de rir com estereótipos criados por eles mesmos para atacar os governos considerados de esquerda, como Chavez, Evo Morales e principalmente o seu principal álibi: Lula.
São piadas forçadas, tipo aqueles programas de humor sem graça que colocam mulher pelada para tentar chamar a atenção. Sponholz desenha Lula de ressaca, tomando Engov, Lula bêbado, Lula analfabeto, pessoas ficando ricas sem trabalhar devido ao bolsa-família, chama o governo de Lula de “Desgoverno”, “IncomPTente”, ou seja, todas as formas irônicas usadas pela classe média conservadora e burguesia para criticar o governo Lula. Quando não ele coloca um palavrão, xixi e coco.
O pior é que não dá pra rir, nem um sorrisinho forçado.
Existem cartunistas geniais, que sabem criticar com inteligência o governo Lula, sem apelar para estes estereótipos, que fazem até o petista mais radical esboçar um pequeno sorriso. Mas o que Sponholz faz não é humor, é ofensa.
Fico pensando, o que virá depois? Quando Lula não for mais o presidente, e algum tucano tomar posse? Para onde irão Sponholz e Diogo Mainardi (que merece um post a parte)? Acredito que para a “rua da amargura”.
Escrito por Ronaldo Ruiz às 16h08
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Vitória do bom senso
O atual prefeito de Birigüi, Wilson Carlos Rodrigues Borini, se reelegeu. Foi uma grande lavada em cima de seu adversário, o deputado estadual Roque Barbiere, mais de 10 mil votos de diferença, contrariando tudo o que se esperava: disputa acirrada, reviravolta na última hora e o favoritismo de Roquinho.
O fato é que Borini venceu com méritos. No final prevaleceu o bom senso. As obras do atual prefeito e seu equilíbrio emocional garantiram uma vitória tranqüila, em contrapartida do desespero, ataques violentos, frases infelizes e promessas impossíveis de serem cumpridas do adversário.
Fiquei feliz porque pela primeira na minha vida vez percebi que o povo de Birigüi já não é mais ingênuo. Não se sujeita tão fácil as amarras dos velhos coronéis, não vende seu voto a troco de nada como antes e vota com um pouco mais consciência.
Percebi também que a câmara dos vereadores está renovada. Sobraram poucos dos velhos figurões que fizeram do último legislativo, um dos piores da história da cidade. Entraram alguns nomes, que vejo com bons olhos. Porém, outros novos vereadores, que tive o desprazer de conhecer pessoalmente e sinceramente não sei o que vão fazer lá, se elegeram. Candidataram-se apenas por se basearem no velho pensamento do “vou ser eleito porque muita gente me conhece”. O que infelizmente deu certo e colocou pessoas despreparadas, com más intenções na nova câmara que terá início em 2009.
Algumas das figurinhas carimbadas do passado continuarão lá, infelizmente. Ainda bem que são poucas, porém vejo em algumas delas um potencial de estrago que podem fazer.
Acredito que Roque Barbiere aprenderá muito com essa derrota. Quem geralmente ganha alguma coisa, tende-se a acomodar. Mas quem perde, bota a cabeça no lugar, repensa sobre suas falhas e luta para se aprimorar (alguém aí citou as tentativas do Lula para se eleger como presidente?). Espero do fundo do coração, que assim seja.
Boa sorte ao Borini, que ele continue o seu trabalho, e aos novos e...velhos vereadores, que estejam sempre dispostos a lutar pelo povo birigüiense.
Escrito por Ronaldo Ruiz às 10h40
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“Os libertários”
Foi um misto de espanto e satisfação que vi meu e-mail publicado na edição de hoje da Folha de São Paulo. Escrevi ele no domingo, mas apenas o enviei ontem. No pequeno artigo, faço uma crítica a um texto publicado anteontem, onde um economista defendeu o modelo neoliberal (que ironia, logo na semana que o capitalismo entrou em sua maior crise desde 1929). Reproduzo o trecho publicado no Painel do Leitor, do jornal Folha de São Paulo, edição de hoje (23/09/2008).
Os libertários "Lendo o artigo de Fabio Giambiagi ("Os autoritários", "Tendências/Debates", 21/9), percebo que os liberais e neoliberais sempre utilizam o mesmo discurso: "os movimentos sociais são um obstáculo à modernização". Maquiam-no com palavras bonitas, como liberdade e progresso, que disfarçam bem as suas verdadeiras intenções. Com os movimentos sociais fora do caminho, ficaria mais fácil para eles a tão sonhada flexibilização da CLT, por exemplo, que acabaria com os direitos conquistados com muito esforço ao longo dos anos pelos trabalhadores. Eles sentem saudades dos primórdios do capitalismo, quando até crianças trabalhavam em ambientes lúgubres. A única liberdade de que os neoliberais gostam é a de poder explorar os trabalhadores "livremente"." RONALDO RUIZ GALDINO (Birigüi, SP)
Escrito por Ronaldo Ruiz às 16h01
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Uma nova forma de terrorismo em Duro de Matar 4.0

Imagine como seria sua vida sem as facilidades oferecidas pela tecnologia de ponta, como internet, telefones celulares, computadores, laptops. Sentimos na pele a falta que um simples site como o Orkut ou o programa de chat do MSN fizeram quando estiveram fora do ar recentemente, ou ainda a pane nos serviços de internet oferecidos pela Telefônica, que nos deixou desconectados (além de apavorados) do mundo virtual.
Vamos um pouco mais além. O que seria da nossa vida sem coisas básicas como fornecimento de energia elétrica, meios de comunicação, controle de trafego aéreo, trânsito e ferroviário, ou se todas as ações das bolsas de valores do mundo começassem a despencar, efeito este que já estamos sofrendo com a crise norte-americana? “Voltaríamos a Idade da Pedra”, esta frase dita no filme “Duro de Matar 4.0”, sintetiza bem a mensagem que a película quer nos mostrar.
Nada de armas químicas ou de destruição em massa, nem fanáticos religiosos jogando aviões em edifícios no coração de Manhattan. Mas algo tão caótico e destruidor. O terrorismo virtual seria a arma perfeita. Crackers contratados por uma organização criminosa, encabeçada pelo vilão Gabriel, que já trabalhara para o governo norte-americano, estão incumbidos de destruir os pilares do mundo globalizado: a tecnologia de ponta.
Primeiro os terroristas controlariam os controles de trafego, aéreo, urbano e ferroviário. Com todos os semáforos abertos, vários acidentes de automóveis ocorrerão, paralisando toda a cidade de Washington. O segundo passo seria um ataque ao sistema financeiro. Todas as ações nas bolsas de valores do mundo inteiro começariam a despencar. Já dá para imaginar a loucura dos investidores vendo todos os acionistas fugirem levando seu dinheiro junto. E por fim o corte de serviços básicos como fornecimento de energia elétrica, água, gás, serviços de emergência, e meios de comunicação. Esta ação é chamada no filme de “queima de estoque”, um ataque terrorista ainda inédito, mas como sempre antecipado pelos cineastas, que destruiria toda a base de sustentação dos Estados Unidos o que causaria consequentemente uma possível crise mundial.
Cabe agora ao já lendário detetive John Maclane, interpretado por Bruce Willis, resolver a parada do seu jeito, ou seja, com muito tiro, perseguições automobilísticas em alta velocidade, táticas e fugas mirabolantes, e muitos corpos de vilões deixados para trás. Maclane vai ficar mais nervoso ainda quando sua filha Lucy fica refém nas mãos dos terroristas. Ele vai contar ainda com a ajuda de um jovem hacker, procurado pela Justiça, para ajudá-lo a resolver os problemas envolvendo tecnologias complicadas demais para um simples policial resolver.
O filme nos faz parar para refletir como reagiríamos em uma situação dessas, sem todas as facilidades oferecidas pela tecnologia. Pensamos então como o homem cria necessidades, que antes jamais existiam, e que nos tornam involuntariamente dependentes delas.
Como nenhum terrorista ou criminoso querendo ficar multi-milionário não pensou nisto antes? Para um cracker/nerd, este seria o seu maior feito. Mas depois ele se sentiria vazio sem toda aquela tecnologia que ele tanto ama. Nesse caso, para ele, seria um tiro no pé, mas para bandidos isto é altamente vantajoso.
Apesar de ser um filme de ficção, dá para perceber nas cenas o caos em que o nosso cotidiano iria se tornar. Somos totalmente dependentes da tecnologia. Pessoas com marca-passo no coração precisam dela para viver, alguém em uma UTI, entre a vida e a morte necessitamr. Pode parecer que não, mas um ataque assim tomaria proporções catastróficas.
Ataques terroristas, guerras e invasões intergalácticas só tem graça nos filmes. Quando acaba a sessão do cinema, esfregamos nossos olhos e voltamos a nossa realidade menos caótica. Na realidade a coisa seria feia. Aliás, quem garante que surgiria um John Maclane para salvar o dia no final?
Escrito por Ronaldo Ruiz às 00h26
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Óculos
Quando eu cursava o ensino médio e fundamental, as más línguas sempre me chamavam de Nerd ou CDF. Diziam que para ser um desses completo, faltava apenas os óculos. Pois é meus queridos algozes do passado, hoje não falta mais nada.
Aconteceu no mês passado algo que nunca imaginei que aconteceria comigo: um médico oftalmologista falou que eu iria ter que usar óculos. Logo eu que sempre tirei sarro dos “quatro olhos”.
Foi uma experiência muito louca. Comecei a reparar há mais ou menos um ano que com meu olho esquerdo tapado enxergava tudo embaçado. Enrolei pra caramba, mas antes que o grau aumentasse, resolvi encarar o médico. Como sempre estava morrendo de medo de entrar no consultório, ainda bem que estava acompanhado da minha namorada e eterna companheira, Paula.
Felizmente o médico era um cara legal, primeiro me perguntou o que estava acontecendo, depois tive que passar por uma máquina na qual você olha para uma estradinha, com umas cerquinhas brancas de madeira e uma casinha no fundo. Depois fui para o teste com as lentes e por final um aparelho que analisava no fundo dos olhos. Sei lá pra que serve tudo isso, não entendo nada do assunto ainda, pretendo e prometo atualizar meus conhecimentos nesta área.
O médico disse que o meu problema era dos males o menor. Tinha astigmatismo. No olho direito teria que usar uma lente de 1,25 graus e no esquerdo uma sem grau nenhum, porque esse olho não tinha nenhum problema. Estranho né?
Em seguida fui escolher um modelo de óculos que me deixaria menos feio. Me apaixonei por um que não tinha armação, mas ele custava o olho da cara, literalmente. No fim fiquei com um que também era legalzinho e que o preço cabia mais no meu bolso.
Alguns dias depois eles ficaram prontos. No começo estranhei muito. O chão parecia estar mais próximo, quando eu os tirava ficava com os olhos embaçados e tinha a sensação que estava usando eles ainda. Me senti muito estranho, demorou para acostumar. Hoje já me sinto mais a vontade com os meus quatro olhos, até pareço mais intelectual, hahaha. Fiquei com medo das piadinhas também, mas andei reparando que todo mundo usa óculos hoje em dia. Malditos computadores! Vamos matar todos eles!. Hehehe. E para terminar mais uma crônica maluca (fazia tempo que não escrevia uma assim, já estava com saudades), um trecho da música “Óculos”, dos Paralamas do Sucesso:
“Eu decidir dizer que eu nunca fui o tal
Era mais fácil se eu tentasse
fazer charme de intelectual
Se eu te disser
Periga você não acreditar em mim
Eu não nasci de óculos
Eu não era assim,não”
Escrito por Ronaldo Ruiz às 18h27
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Capitão Brasil no 35º Salão de Humor de Piracicaba
Depois de 11 anos fazendo
quadrinhos, seis anos encarando quadrinhos como uma possível profissão e quatro
anos tentando, finalmente eu consegui ser selecionado no Salão Internacional de
Humor de Piracicaba. Nessa 35ª edição do salão, fui selecionado na categoria
“Tiras”, com os quadrinhos do Capitão Brasil, uma sátira aos super-heróis e do
nosso contexto político atual.
Fiquei muito feliz ao
saber, afinal de contas, o Salão de Piracicaba é o maior e o mais antigo do
país. Por lá passaram cartunistas que hoje são medalhões, como Laerte, Glauco,
Angeli, Caruso, Adão, Santiago e vários outros.
Nesse ano foram 2010
inscrições vindas de 42 países e 21 estados brasileiros. Os meus trabalhos
passaram pelas mãos do juri que eram nada mais, nada menos do que Carval, Erico
San Juan, Jal (um dos fundadores do salão), Luciano Veronezi, Paulo Caruso (que
dispensa comentários, o cara é um gênio!) e Ruy Jobim, além do jornalista Paulo
Ramos. Meu humilde trabalho vai ficar exposto ao lado de grandes nomes das artes
gráficas do mundo todo, como Dálcio Machado, Lézio Custódio Jr, Ronaldo Cunha
Dias e o vencedor da minha categoria: Walmir Américo Orlandeli ou só Orlandeli,
pai do Grump, que publica tiras por aqui na Folha da Região.
Escrito por Ronaldo Ruiz às 15h14
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Borini anuncia sua candidatura à reeleição
A coligação “Birigüi no Caminho Certo”, anunciou hoje pela manhã, na casa de cultura Cristina Calixto, a candidatura à reeleição do atual prefeito, Wilson Carlos Rodrigues Borini.
A cerimônia rápida e contou com a presença dos correligionários do partido e candidatos a vereador. Borini estava presente, mas não quis fazer nenhum pronunciamento. “É melhor assim”, avaliou Ivan Ribeiro de Sousa, presidente do PMDB em Birigüi.
Segundo Sousa, a coligação em diversas reuniões chegou ao consenso de que o atual prefeito deveria dar continuidade aos seus trabalhos. “Nós estamos atendendo um anseio da população”, afirma.
O ex-candidato, Paulo Batista (PMDB), não esteve presente ao evento, mas foi lembrado e homenageado durante o discurso de Sousa.
A primeira dama, Geni Albani Borini, foi ovacionada, com aplausos e pessoas gritando seu nome, durante a sua entrada no salão.
Segundo o candidato a vice-prefeito, Luis Fernando Escodeiro (PT), o anúncio da reeleição de Borini é muito importante, pois representa a continuidade dos trabalhos do atual prefeito, que de acordo com ele, também seria feito, caso Paulo Batista continuasse na disputa. Esse anúncio, segundo o candidato a vice, é também uma resposta aos anseios dos munícipes.
De acordo com a presidente recém-eleita do bairro Tereza Maria Barbiere e filiada ao PMDB, professora Sebastiana Rita Teixeira, ela era cobrada pela população nas ruas, que pediam para que Borini saísse como candidato a prefeito. “Fico muito feliz com essa decisão. Acredito que ele fez muito pelo município e tem o meu total apoio”, disse.
Escrito por Ronaldo Ruiz às 12h55
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Dicas da Paula
De vez em quando eu arrasto alguém para as minhas “nerdices”. A minha namorada Paula é minha vítima favorita. Sempre levo ela para assistir filmes de super-heróis no cinema e ouvir músicas que ninguém mais ouve. Fico falando para ela sobre quadrinhos e ficção cientifica também, que é obrigada a escutar a origem do Lanterna Verde e outras porcarias inúteis. É duro ser namorada de Nerd.
De tanto um falar sobre blogs, acabei influenciando ela a criar um também. No seu blog www.dicasdapaula.blogspot.com, você encontra dicas de filmes, cuidados com a saúde, dicas de beleza e links para downloads de livros, papéis de parede e etc. Altamente recomendado para o público feminino, mas os marmanjos também podem conferir.
Escrito por Ronaldo Ruiz às 21h25
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Novo Blog!

Interrompemos nossa programação normal para convidá-los para a festinha de inauguração do nosso novo blog.
Nele será postado regularmente tiras, charges, cartuns, ilustrações, quadrinhos, feitos por mim. O endereço é www.historiasdoronaldo.blogspot.com. Espero que todos compareçam e levem salgados, refrigerantes e cerveja!
Escrito por Ronaldo Ruiz às 09h44
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Tira nacional??? Tira, tira!!!

O jornal o Estado de São Paulo realizou recentemente um concurso de “tirinhas”, cujo resultado foi divulgado no dia 10 de julho. Eu participei, obviamente perdi. Os vencedores foram: Custódio na categoria profissional e Sitião na estudante. Os dois receberam um super-computador. E só.
Esse foi o motivo de eu ter ficado zicado com o concurso. Os dois vencedores ganharam o prêmio e mais nada. Não vão publicar suas tiras no jornal. O que deveria ser um concurso para revelar novos talentos para publicar as tiras no jornal, se tornou apenas um concurso para dar prêmios. Eles ganharam o computador e ai? É só isso?
Quando eu comprei o jornal para ver o resultado, fui direto para o Caderno 2, que é o caderno de cultura do jornal, vi as velhas tiras de sempre e não achei o resultado, nem mesmo uma matéria falando sobre o assunto.
Revirei o jornal todo e encontrei o resultado onde eu jamais imaginaria: no caderno de Economia. Estava lá, um anúncio com os nomes e mais nada. Quem quisesse ver as tiras vencedoras que entrasse no site do jornal. Um total desprezo pelos quadrinhos nacionais.
Aliás, o jornal da grande imprensa que mais despreza os cartunistas brasileiros é o Estadão. Das suas cinco tiras, quatro são estrangeiras, sendo que dois dos autores já morreram (Charles M. Schulz e Bob Thaves) e um não produz nada de novo há mais de dez anos (Bill Watterson). O único artista nacional do jornal é o Maurício de Souza, que convenhamos, não precisa dessas tiras pra sobreviver.
Andei vasculhando os blogs dos finalistas e descobri uma safra de novos talentos, alguns melhores do que os que estão sendo publicados nos jornais hoje. Todos, acredito eu, sonhando que publicariam suas tiras todos os dias no jornal, pensando que seriam novos “Laertes”, “Glaucos” e “Angelis”. O pior foram os que nem ganharam nada. Se os vencedores não tiveram nenhuma divulgação, imagine eles.
E assim caminham os quadrinhos no Brasil...

Escrito por Ronaldo Ruiz às 22h47
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1000 acessos!
Uma coisa que jamais imaginei que aconteceria: nosso blog ultrapassou os 1000 acessos êêêêê!!! Parabéns pra mim!
Quanta gente ociosa no mundo, meu Deus!
Está meio difícil postar ultimamente, meu PC está na assistência.
Bom, agora deixa eu ir comemorar. Onde será que eu guardei aquela garrafa de champanhe?
Escrito por Ronaldo Ruiz às 13h04
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Meu perfil
BRASIL, Sudeste, Homem, de 20 a 25 anos
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