Uma nova forma de terrorismo em Duro de Matar 4.0

 

Imagine como seria sua vida sem as facilidades oferecidas pela tecnologia de ponta, como internet, telefones celulares, computadores, laptops. Sentimos na pele a falta que um simples site como o Orkut ou o programa de chat do MSN fizeram quando estiveram fora do ar recentemente, ou ainda a pane nos serviços de internet oferecidos pela Telefônica, que nos deixou desconectados (além de apavorados) do mundo virtual.


Vamos um pouco mais além. O que seria da nossa vida sem coisas básicas como fornecimento de energia elétrica, meios de comunicação, controle de trafego aéreo, trânsito e ferroviário, ou se todas as ações das bolsas de valores do mundo começassem a despencar, efeito este que já estamos sofrendo com a crise norte-americana? “Voltaríamos a Idade da Pedra”, esta frase dita no filme “Duro de Matar 4.0”, sintetiza bem a mensagem que a película quer nos mostrar.


Nada de armas químicas ou de destruição em massa, nem fanáticos religiosos jogando aviões em edifícios no coração de Manhattan. Mas algo tão caótico e destruidor. O terrorismo virtual seria a arma perfeita. Crackers contratados por uma organização criminosa, encabeçada pelo vilão Gabriel, que já trabalhara para o governo norte-americano, estão incumbidos de destruir os pilares do mundo globalizado: a tecnologia de ponta.


Primeiro os terroristas controlariam os controles de trafego, aéreo, urbano e ferroviário. Com todos os semáforos abertos, vários acidentes de automóveis ocorrerão, paralisando toda a cidade de Washington. O segundo passo seria um ataque ao sistema financeiro. Todas as ações nas bolsas de valores do mundo inteiro começariam a despencar. Já dá para imaginar a loucura dos investidores vendo todos os acionistas fugirem levando seu dinheiro junto. E por fim o corte de serviços básicos como fornecimento de energia elétrica, água, gás, serviços de emergência, e meios de comunicação. Esta ação é chamada no filme de “queima de estoque”, um ataque terrorista ainda inédito, mas como sempre antecipado pelos cineastas, que destruiria toda a base de sustentação dos Estados Unidos o que causaria consequentemente uma possível crise mundial.


Cabe agora ao já lendário detetive John Maclane, interpretado por Bruce Willis, resolver a parada do seu jeito, ou seja, com muito tiro, perseguições automobilísticas em alta velocidade, táticas e fugas mirabolantes, e muitos corpos de vilões deixados para trás. Maclane vai ficar mais nervoso ainda quando sua filha Lucy fica refém nas mãos dos terroristas. Ele vai contar ainda com a ajuda de um jovem hacker, procurado pela Justiça, para ajudá-lo a resolver os problemas envolvendo tecnologias complicadas demais para um simples policial resolver.


O filme nos faz parar para refletir como reagiríamos em uma situação dessas, sem todas as facilidades oferecidas pela tecnologia. Pensamos então como o homem cria necessidades, que antes jamais existiam, e que nos tornam involuntariamente dependentes delas.


Como nenhum terrorista ou criminoso querendo ficar multi-milionário não pensou nisto antes? Para um cracker/nerd, este seria o seu maior feito. Mas depois ele se sentiria vazio sem toda aquela tecnologia que ele tanto ama. Nesse caso, para ele, seria um tiro no pé, mas para bandidos isto é altamente vantajoso.


Apesar de ser um filme de ficção, dá para perceber nas cenas o caos em que o nosso cotidiano iria se tornar. Somos totalmente dependentes da tecnologia. Pessoas com marca-passo no coração precisam dela para viver, alguém em uma UTI, entre a vida e a morte necessitamr. Pode parecer que não, mas um ataque assim tomaria proporções catastróficas.


Ataques terroristas, guerras e invasões intergalácticas só tem graça nos filmes. Quando acaba a sessão do cinema, esfregamos nossos olhos e voltamos a nossa realidade menos caótica. Na realidade a coisa seria feia. Aliás, quem garante que surgiria um John Maclane para salvar o dia no final?

 



Escrito por Ronaldo Ruiz às 00h26
[] [envie esta mensagem] []



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


Meu perfil
BRASIL, Sudeste, Homem, de 20 a 25 anos


Histórico
Votação
Dê uma nota para meu blog


Outros sites
Fotolog Historias do Ronaldo
Quadrinhos do Ronaldo
Blog da Carol
Blog do Claudin - Corneteiro de Plantão
Caderno do Anderson - O Cavaleiro da Triste Palavra
Blog do Zé Marcos
Blog de Jornalismo Unitoledo
Conta pra Marcela
Lucas Matheus
Blog do Ivan Ambrósio