É Natal

Apesar de tudo, eu ainda gosto do Natal. Essa data para mim ainda tem algo de especial, mágico, mesmo que com menos intensidade de quando era criança, isso é verdade. O motivo para isso deve ser o Espírito do Natal, não sei. Talvez algo dentro de mim tenta resgatar, todos os anos, a alegria que eu sentia nessa época do ano na minha infância. Você que tem mais de 20 anos provavelmente deve estar entendendo o que quero dizer, parece que quando éramos menores, o Natal era o dia mais bonito do ano.

Me lembro de quando eu acreditava em Papai Noel (hoje eu tenho raiva desse velho gordo, kkkkk), ficava pensando, tentando entender como ele entrava na minha casa se não tínhamos chaminé? Minha mãe falava que ele retirava uma telha, rsrs, e eu acreditava. Eu deixava meu chinelo atrás da porta e no outro dia tinha um presente. Sempre foram coisas simples, carrinhos, bonecos, nunca chegou o vídeo-game que eu tanto queria, mas mesmo assim, ficava feliz com o brinquedo. Durante toda minha infância acreditei no tal do bom velhinho, a explicação é simples: sempre fantasiei demais. Não raro, nas vésperas de Natal ficava olhando o céu na esperança de ver o trenó voando pelos céus da cidade.

Na televisão sempre passava os especiais de Natal, shows, desenhos animados, principalmente os da Disney e filmes, como o Esqueceram de Mim. Além, é claro, do episódio de Acapulco do Chaves, que não poderia faltar.

Tinham também os gibis de Natal, que hoje, exceção da Turma da Mônica, estão extintos.

O comércio sempre ficava aberto a noite, a praça enfeitada com luzes e presépios, um monte de gente andando pelas ruas, comprando, saindo das lojas com pacotes de presente. Sempre ia com a minha família, depois quando infelizmente me tornei adolescente, saía com os meu amigos, os quais muitos já não vejo mais.

Na véspera de Natal íamos a Missa, a qual todos chamavam de Missa do Galo, mas que sempre começava às 21h, o correto era a meia-noite, mas pouco importa, na igreja sempre encontrávamos os amigos, vizinhos e aquelas meninas do bairro que paquerávamos. O mais importante é que na missa, dávamos conta do que representava realmente o Natal: o nascimento de Jesus Cristo.

Outra coisa bacana era a festa que meus vizinhos davam. Eu me sentia da família e ficava lá, comendo um rango da hora, acordado até tarde. Muitas vezes passei também com a minha família reunida e com os amigos, em grande parte, bebendo.

Mas tudo isso acabou? Não. A grande maioria de todas a coisas que citei continua até hoje, só que para mim, sem o mesmo encanto, que não acabou de todo, mas diminuiu. Talvez o Natal ainda continue sendo mágico para as crianças, que sonham com a magia dessa data. Mas para nós que já crescemos, ficamos céticos, é só mais um dia no calendário. Quem dera pudesse voltar no tempo...

Bom, enfim, vou passar o Natal na casa da minha namorada que é o melhor lugar do mundo, hehehe, a comida lá é sempre boa! E para os meus pouco mais de 10 leitores: um Feliz Natal!

 



Escrito por Ronaldo Ruiz às 01h15
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